O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o mandatário da Colômbia, Gustavo Petro, será o próximo alvo das ações americanas contra o narcotráfico na América Latina. Petro entrou na mira da Casa Branca após criticar a operação militar dos EUA que visa embarcações supostamente ligadas ao tráfico de drogas em águas internacionais no Mar do Caribe, perto da Venezuela, e que depois se espalhou para o Oceano Pacífico, próximo da Colômbia.
Com Trump prometendo realizar em breve ações por terra na Venezuela, Petro vê a pressão aumentar também sobre ele, já que partes do modus operandi que mira o chavismo estão sendo repetidas na Colômbia, embora haja diferenças importantes. Um ponto semelhante é que o governo Trump designou o colombiano Clan del Golfo como uma organização terrorista, classificação que os Estados Unidos utilizaram para justificar bombardeios a embarcações que supostamente seriam de gangues venezuelanas.
Este ano, os EUA designaram o Tren de Aragua e o Cartel de Los Soles, que a Casa Branca diz terem vínculos com Maduro, como grupos terroristas. Outra semelhança nas ofensivas contra Maduro e Petro são as sanções contra os dois líderes e seus familiares.
O ditador venezuelano, sua esposa, Cilia Flores, o filho de Maduro, Nicolás Maduro Guerra, os três filhos da mulher do líder chavista e outros parentes do casal foram incluídos na lista de sanções econômicas do Departamento do Tesouro. Em outubro, Petro, sua esposa, Veronica del Socorro Alcocer Garcia, o filho mais velho dele e um ministro do seu governo se tornaram alvos da mesma medida, sob a justificativa do governo Trump de que o mandatário esquerdista permitiu que cartéis de drogas florescessem na Colômbia durante seu mandato.
