O governo do presidente dos EUA, Donald Trump, comunicou à ditadora interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, que o país deverá encerrar suas relações com China, Rússia, Irã e Cuba como parte de uma série de exigências antes de extrair e comercializar seu petróleo. As fontes detalharam que o regime de Caracas deve expulsar a influência de China, Rússia, Irã e Cuba como parte das exigências dos EUA, que buscam ser o único parceiro comercial no setor petrolífero e favorecer os interesses americanos na venda de petróleo bruto pesado.
O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou em uma sessão informativa privada com legisladores que os EUA acreditam ser capazes de pressionar a Venezuela porque seus petroleiros estão cheios. Rubio alertou que o país sul-americano teria apenas algumas semanas antes de cair em insolvência financeira se não conseguir vender suas reservas.
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Em entrevista, o senador republicano Roger Wicker confirmou que o plano se baseia no controle do petróleo venezuelano e assegurou que a estratégia não prevê o destacamento de tropas americanas. Até o momento, a Venezuela não emitiu nenhuma comunicação oficial sobre a exigência antecipada por Trump.
Na terça-feira, durante uma sessão extraordinária da Organização dos Estados Americanos, países como Brasil, Colômbia, Chile e México condenaram a atuação americana em Caracas e advertiram que uma ingerência deste tipo coloca em risco a soberania da região.