Na noite desta quinta-feira (11), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o país pretende intensificar os ataques ao Irã, com foco na conquista da Ilha de Kharg, que é o principal centro de exportação de petróleo iraniano. A declaração foi feita por Trump em sua conta na rede Truth Social, no contexto de um aumento nas tensões entre Washington e Teerã.
Trump afirmou que os EUA atacarão o Irã com "MUITA FORÇA" e destacou que a Marinha, FORÇA Aérea, Radar, Defesa Antiaérea e outras capacidades defensivas do Irã já foram "DESTRUÍDAS". Ele afirmou que, em um futuro próximo, Os Estados Unidos tomarão a Ilha de Kharg e outros pontos estratégicos de infraestrutura petrolífera, assumindo o controle total dos mercados de petróleo e gás do Irã, assim como o que foi feito com a Venezuela.
A Ilha de Kharg é responsável por cerca de 90% das exportações de petróleo bruto do Irã, tornando-se um alvo estratégico na economia do país. A ameaça de Trump representa uma escalada significativa nas tensões entre os dois países, levantando preocupações sobre possíveis repercussões no mercado global de energia.
A ideia de uma ação militar contra Kharg não é nova para Trump, que já havia defendido uma ofensiva militar na região desde a década de 80. Em 1988, antes de assumir a presidência, Trump manifestou apoio a intervenções militares em entrevistas sobre a relação entre Os Estados Unidos e o Irã.
Se os ataques anunciados por Trump forem efetivados, este representará o terceiro dia consecutivo de bombardeios dos Estados Unidos contra o Irã, apesar do cessar-fogo que continua oficialmente em vigor entre as nações. Essa nova ofensiva pode alterar significativamente o cenário geopolítico da região e impactar as relações internacionais e as dinâmicas de energia mundial.
