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Tragédia na construção: operário morre após queda de altura em Campo Grande

Um acidente fatal ocorreu em Campo Grande, onde um trabalhador da construção civil caiu do 19º andar de um prédio em obras. O incidente, que aconteceu durante um serviço de concretagem, levanta preocupações sobre as condições de segurança no local.
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Na noite de segunda-feira (6), um trabalhador da construção civil perdeu a vida após cair do 19º andar de um prédio em construção localizado no cruzamento das ruas Amazonas e 13 de Maio, em Campo Grande. O acidente, que ocorreu por volta das 18h, aconteceu durante a realização de um serviço de concretagem na parte externa da edificação. O empreendimento, que pertence à Incorpore, está sendo executado pela construtora Domus, de Santa Catarina (RS).

De acordo com José Abelha Neto, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Mato Grosso do Sul (Sintracom-MS), dois operários estavam sobre uma platibanda externa quando a estrutura cedeu. “Os trabalhadores estavam fazendo uma concretagem na parte externa do prédio. Essa platibanda rompeu e os dois acabaram caindo. Um deles conseguiu se segurar em parte da estrutura, mas o outro não teve a mesma sorte e acabou despencando”, relatou Abelha.

Inicialmente, houve informações de que a queda teria ocorrido entre o 13º e o 14º andar. Contudo, após uma verificação junto aos responsáveis pela obra, o sindicalista corrigiu a informação, confirmando que o rompimento ocorreu no próprio 19º andar, onde a equipe estava atuando. Abelha também mencionou que, embora os trabalhadores estivessem utilizando cintos de segurança, esses não estavam conectados à linha de vida, um sistema de proteção que poderia ter evitado a queda livre.

“O cinto de segurança estava em uso, mas não estava acoplado à linha de vida. Se estivesse conectado, mesmo com o rompimento da estrutura, eles poderiam ficar suspensos pelo equipamento”, explicou José Abelha.

A situação será investigada por auditores do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que examinarão se houve descumprimento das normas de segurança no local. O auditor-fiscal do Trabalho, Kleber Silva, destacou que a fiscalização verificará as circunstâncias do acidente e que tanto a empresa responsável pela obra quanto a contratante poderão ser responsabilizadas, caso irregularidades sejam encontradas.

“Nosso trabalho é ir ao local para apurar as causas do acidente. Tanto a empregadora direta quanto a empresa contratante podem ser autuadas por possíveis falhas na gestão da segurança do trabalho”, afirmou o auditor. Ele também alertou que, se forem identificadas falhas nas normas de segurança, a obra pode ser embargada total ou parcialmente, além da aplicação de multas por cada irregularidade constatada.