Tradings abandonam Moratória da Soja e colocam em dúvida promessas verdes

Tradings abandonam Moratória da Soja e colocam em dúvida promessas verdes

Os ambientalistas estão céticos quanto à possibilidade de as tradings de grãos cumpram as promessas de evitar a compra de grãos cultivados em terras recentemente desmatadas no Brasil. O ceticismo vem na esteira do fim de um pacto corporativo de duas décadas para proteger a floresta amazônica, que foi desfeito este mês.

As tradings globais de grãos abandonaram a chamada Moratória da Soja depois que legisladores do Mato Grosso aprovaram uma lei que retira os incentivos fiscais das empresas aderentes ao pacto corporativo. A Moratória da Soja foi adotada em 2006, após anos de campanha de grupos ambientalistas, e permitia que as empresas compartilhassem dados sobre o desmatamento em sua cadeia de suprimentos e com grupos da sociedade civil.

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Resumo rápido gerado automaticamente

Clique no botão abaixo para gerar um resumo desta notícia usando inteligência artificial.

Gerar Resumo

No entanto, a moratória foi desfeita este mês, e os novos compromissos permitem compras de fazendas em terras desmatadas até 2020 e 2025, dependendo da trading. A transparência é questionada, e grande parte da soja brasileira é usada como ração para engordar animais, dos quais vêm a carne vendida por supermercados e redes de fast-food.

A Cofco disse que uma auditoria terceirizada verificou que 99% da soja que a empresa compra no Brasil está livre de desmatamento desde 2024. A saída das tradings da moratória foi considerada decepcionante, e há dúvidas sobre a capacidade das empresas de manterem seus compromissos com os sistemas de monitoramento.