A taxa de desemprego no Brasil registrou um crescimento, alcançando 6,1% no trimestre que se encerrou em março. Este dado foi revelado na pesquisa Pnad Contínua, divulgada pelo IBGE. O aumento na desocupação representa um ponto percentual a mais em relação ao índice de 5,1% registrado em dezembro de 2025. Apesar desse aumento, a taxa é a mais baixa para um trimestre encerrado em março desde o início da série histórica em 2012.
Comparando com o trimestre anterior, que apresentou uma taxa de desocupação de 5,8%, houve um incremento de 0,3%. O IBGE atribui essa queda no número de trabalhadores ocupados a fatores sazonais, especialmente ao enfraquecimento das atividades comerciais após as festividades de fim de ano e ao término de contratos temporários em setores como saúde e educação.
A população desocupada totaliza 6,6 milhões de pessoas, representando um aumento de 19,6%, ou seja, mais 1,1 milhão de indivíduos em comparação ao trimestre anterior. No entanto, em um período de 12 meses, essa população recuou em 13,0%, com menos 987 mil pessoas. Por outro lado, a população ocupada, que soma 102 milhões de trabalhadores, teve uma redução de 1,0%, ou 1 milhão de pessoas, no mesmo trimestre, mas cresceu 1,5% no acumulado do ano, com um acréscimo de 1,5 milhão de brasileiros no mercado formal de trabalho.
A taxa de informalidade entre a população ocupada se posicionou em 37,3%, com 38,1 milhões de trabalhadores atuando sem carteira assinada. Essa realidade contrasta com a evolução do rendimento médio mensal, que atingiu R$ 3.722, estabelecendo um novo recorde na série histórica.
Em termos reais, considerando a inflação, o rendimento cresceu 1,6% em relação ao trimestre anterior e acumulou um aumento de 5,5% nos últimos 12 meses. Além disso, a massa de rendimento real habitual, que representa a soma dos salários pagos no país, alcançou R$ 374,8 bilhões no trimestre encerrado em março.

