Matheus Espindola de Araújo, de 22 anos, foi morto em um confronto com o Batalhão de Choque da Polícia Militar em Sidrolândia, a 57 quilômetros de Campo Grande. O incidente ocorreu no início da noite de segunda-feira (8), após a polícia receber informações que o ligavam à execução de Thalis Eduardo Assis de Souza, em Maracaju.
A operação começou quando os policiais encontraram um comparsa de Matheus, que confessou ter participado do crime e forneceu a localização do suspeito. Em seguida, a equipe se dirigiu ao imóvel onde Matheus estava, resultando no confronto que culminou em sua morte. Vale destacar que Matheus estava foragido, com um mandado de prisão preventiva expedido em 18 de maio pelo Setor de Investigações Gerais (SIG) de Dourados.
As investigações apontaram que Matheus era associado a Vinicius Ricardo Pereira da Silva, conhecido como “missionário do PCC”. Este último morreu em março durante uma abordagem do SIG, após resistir à prisão. Na ocasião, foram levantadas suspeitas de que Vinicius teria viajado de Campo Grande a Dourados com o intuito de executar uma série de homicídios contra rivais do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Entre os crimes atribuídos ao “missionário do PCC” está a execução de Marcos Freire, de 50 anos, morto ao chegar ao Presídio de Regime Semiaberto em Dourados. Além disso, ele também é investigado por um atentado ocorrido em 9 de março que vitimou um adolescente de 17 anos na Vila São Braz, em Dourados.
Sobre o confronto em Sidrolândia, a equipe policial estava em diligências relacionadas ao homicídio de Thalis e, após a abordagem de um dos suspeitos, foi informada sobre o paradeiro de Matheus. Ao chegarem na residência, os policiais foram recebidos com resistência. O suspeito, ao sair de um dos cômodos, portava uma arma de fogo e a apontou em direção aos policiais, momento em que ocorreu o confronto. Matheus foi levado a um hospital, mas a morte foi confirmada.
Além de Matheus, o comparsa que foi preso durante a operação foi encaminhado para a delegacia, e uma mulher foi detida em uma residência em Maracaju com munições de calibre 9 mm.
