O governo de Mato Grosso do Sul deve iniciar a operação do Subprograma Extra Leite ainda neste mês, com a proposta de aumentar a produtividade e a qualidade do leite, além de elevar a renda dos produtores no Estado. O governador Eduardo Riedel anunciou em coletiva que os incentivos financeiros para os produtores poderão variar entre R$ 0,20 e R$ 0,30 por litro de leite produzido.
Riedel enfatizou que o impacto do programa será avaliado com base na adesão dos produtores e no cumprimento dos critérios estabelecidos. O governador mencionou que a mensuração do sucesso do programa será feita a partir do volume de produtores e cooperativas que SE registrarem, além do atendimento das demandas propostas.
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O Extra Leite faz parte de uma estratégia integrada para transformar a agropecuária em Mato Grosso do Sul. O governador destacou que os incentivos visam promover mudanças culturais e nos sistemas produtivos. Segundo ele, os resultados já são visíveis, refletindo na mobilização dos setores produtivos em torno de melhorias.
O programa também está alinhado às metas ambientais do Estado, e Riedel ressaltou que a adoção de práticas mais eficientes contribui para a redução das emissões. Ele mencionou que estas iniciativas estão em sintonia com a meta de alcançar a neutralidade de carbono até 2030.
O Subprograma Extra Leite é uma colaboração entre a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) e a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), com o intuito de modernizar a bovinocultura leiteira. Os incentivos serão concedidos aos produtores que seguirem boas práticas de produção e atenderem a exigências sanitárias, ambientais e trabalhistas.
Para participar, os produtores devem cumprir normas sanitárias e fornecer leite para indústrias do Estado. É necessário atender a critérios, como o Cadastro Ambiental Rural (CAR), assistência técnica regular e produção mínima de 100 litros diariamente. A conformidade com as normas do Ministério da Agricultura e a regularidade fiscal e sanitária também são exigidas. Produtores que não cumprirem os requisitos perderão o benefício, podendo retornar após SE adequar.