ANUNCIE AQUI TOPO

STF pode atrasar escolha de governador interino do Rio de Janeiro

Decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a eleição de um governador-tampão no Rio de Janeiro pode ser adiada, impactando a política local e a eleição nacional.
coluna-esplanada-midiamax

A escolha de um governador-tampão para o Rio de Janeiro pode enfrentar atrasos devido a uma decisão recente do Supremo Tribunal Federal. O presidente Lula da Silva, que atua em conjunto com o STF, e o desembargador presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto, têm desempenhado papéis centrais nesse processo. A liminar concedida pelo ministro Cristiano Zanin, que foi apoiada por Flávio Dino, impediu a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ) de realizar a eleição para o cargo, o que poderia resultar em consequências significativas para a política local.

A liminar foi emitida um dia antes do recesso do STF, que só retorna em agosto, dependendo da liberação do presidente Edson Fachin. Essa situação pode levar a um cenário em que a decisão sobre a eleição do governador-tampão coincida com a eleição nacional de outubro, o que, segundo analistas, dificultaria a realização de uma eleição suplementar. Assim, a responsabilidade pela escolha do governador interino poderia recair completamente sobre a ALERJ.

Os bolsonaristas em Brasília avaliam que, se a eleição ocorrer, há chances de que um candidato alinhado ao grupo seja escolhido. Por outro lado, a situação poderia beneficiar Eduardo Paes (PSD), aliado de Lula, que também está atento ao desenrolar dos eventos políticos no estado. A expectativa é que a escolha de um governador-tampão só ocorra após as eleições de outubro.

Em outro contexto, Gleidson Azevedo, ex-prefeito de Divinópolis e irmão do senador Cleitinho (Rep), é cotado para ser o candidato a vice na chapa de Mateus Simões (Novo) ao governo de Minas Gerais. O senador Cleitinho tem demonstrado descontentamento com o ex-governador Romeu Zema (Novo), que é padrinho de Simões, e busca garantir a indicação de seu irmão na chapa para o Palácio da Liberdade.

A atual administração da FUNCEF também enfrenta tensões internas. O presidente Ricardo Pontes e Joaquim Cruz, novo diretor de Investimentos e Participações, têm se mostrado cordial em público, mas as relações entre eles são complicadas. A principal fonte de discórdia é o genro do presidente da Caixa, Fabiano Alves, que atua como Gerente de Investimentos da FUNCEF e está na mira de Cruz.

Além disso, o Brasil viu um aumento significativo no número de milionários em 2025. O Global Wealth Report indica que 9.215 novos milionários foram registrados, totalizando 386 mil pessoas com patrimônio acima de US$ 1 milhão, equivalente a mais de R$ 5 milhões. Dados do Banco Central revelam que os investimentos desses milionários em ativos no exterior somam US$ 58,8 bilhões, destacando a necessidade de diversificação para a preservação de patrimônio, conforme apontado por Cristiano Maschio, especialista em Patrimônio Global.