Ciclone extratropical causa estragos, queda de árvores e interrupção do fornecimento de energia na capital e Grande São Paulo.
Mais de 1,5 milhão de pessoas amanheceram sem energia elétrica em São Paulo após um forte ciclone extratropical e vendaval atingirem a região.
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
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A capital paulista e diversas cidades da Grande São Paulo amanheceram nesta quinta-feira (11) com mais de 1,5 milhão de pessoas sem energia elétrica em suas residências. A interrupção no fornecimento é resultado de um forte vendaval provocado por um ciclone extratropical que atingiu a região na quarta-feira (10), afetando um total de cerca de 2 milhões de clientes da Enel.
De acordo com o mapa de fornecimento da Enel, concessionária responsável pela distribuição, 1.508.904 clientes permanecem sem luz, o que representa aproximadamente 17,74% do total de sua base. A capital paulista concentra o maior número de interrupções, ultrapassando 1 milhão de unidades consumidoras. Cidades como Santo André, Osasco, Embu, Carapicuíba e Diadema também registram dezenas de milhares de afetados.
Impacto e Resposta da Concessionária
O vendaval, com rajadas de vento que chegaram a 98 km/h, causou a queda de 1.327 árvores apenas na capital e Grande São Paulo entre 0h e 19h40 de quarta-feira, segundo o Corpo de Bombeiros. A força dos ventos danificou trechos inteiros da rede elétrica, com árvores e galhos atingindo a fiação e equipamentos, impactando diretamente o fornecimento de energia.
Estabelecimentos como a Japan House, na Avenida Paulista, tiveram suas atividades canceladas devido a troncos caídos.
A Enel Distribuição São Paulo informou que mobilizou, antecipadamente, mais de 1.500 equipes para atuar no restabelecimento do serviço. Desde o início das ocorrências na quarta-feira até a manhã de quinta-feira, cerca de 500 mil clientes já tiveram a energia religada.
A companhia também disponibilizou geradores para atender às ocorrências mais graves e reiterou que os esforços estão concentrados na normalização do fornecimento.
O ciclone extratropical, que durou cerca de 12 horas, não apenas deixou milhões sem energia e água, mas também provocou uma série de transtornos como trânsito intenso, falhas no transporte público e enchentes. O estado de São Paulo estava em alerta desde segunda-feira (8), com a Defesa Civil emitindo avisos sobre a possibilidade de chuvas volumosas, fortes rajadas de vento e quedas de raios e granizo em todas as regiões.
Um gabinete de crise foi montado para gerenciar a situação durante o período mais crítico.