Sete feminicídios em MS: morte de mulher carbonizada adiciona ao total de casos

Mato Grosso do Sul registra sete feminicídios em pouco mais de 50 dias de 2026, após morte de mulher carbonizada em Paranhos
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O Dia Internacional da Mulher terminou com mais um caso de feminicídio em Mato Grosso do Sul. A indígena Ereni Benites, de 44 anos, morreu carbonizada após a casa onde morava pegar fogo durante a madrugada, em uma aldeia no interior do estado, no município de Paranhos.

O principal suspeito do crime é o ex-companheiro da vítima, de 52 anos, que foi preso em flagrante pela polícia. De acordo com o boletim de ocorrência, equipes policiais foram acionadas por volta da 1h da madrugada após a informação de um incêndio em uma residência localizada na aldeia. Diante da possibilidade de haver vítima no interior do imóvel, foram mobilizadas equipes da Perícia Criminal e do Instituto Médico Legal (IML) para atender a ocorrência.

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No local, foi constatado que Ereni Benites morreu dentro da própria casa, atingida pelas chamas. Informações preliminares apontam que, antes do incêndio, a vítima estava em uma residência próxima consumindo bebida alcoólica com outras pessoas. Em determinado momento, ela retornou para sua casa. Pouco tempo depois, o imóvel foi tomado pelo fogo. Ereni acabou presa dentro da residência e morreu carbonizada.

Testemunhas que estiveram com a vítima antes do ocorrido devem ser ouvidas pela Polícia Civil para esclarecer as circunstâncias do incêndio e a dinâmica do crime. Durante as diligências iniciais, o ex-companheiro da vítima foi apontado como suspeito e acabou preso. O caso é investigado como feminicídio, quando o assassinato ocorre em contexto de violência doméstica ou por razões de gênero.