A Prefeitura de Campo Grande divulgou o balanço financeiro do Servimed (Serviço de Assistência à Saúde do Servidor Municipal), que encerrou o ano de 2025 com um déficit de R$ 17,4 milhões. O serviço arrecadou R$ 147,1 milhões durante o ano, enquanto as despesas totalizaram R$ 164,5 milhões, resultando em um saldo negativo de R$ 17.411.515,72.
Além do déficit, foi observada uma queda no saldo em caixa. O Servimed começou o ano com R$ 2,1 milhões disponíveis e terminou com apenas R$ 3.994,38, um valor considerado residual frente ao volume de movimentação financeira.
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O Servimed oferece assistência à saúde para servidores municipais ativos, aposentados, pensionistas e seus dependentes. O custeio desse sistema é realizado de forma compartilhada, com contribuições dos servidores e repasses do empregador. A maior parte das receitas, R$ 77,4 milhões, provém das contribuições dos filiados, além de R$ 22,3 milhões pagos pelos usuários pelos serviços de saúde e R$ 16,8 milhões transferidos pela prefeitura.
Em termos de despesas, a maior parte dos recursos foi utilizada para custear a estrutura e os serviços. As chamadas “outras despesas correntes” consumiram R$ 161,4 milhões, enquanto os investimentos totalizaram apenas R$ 156 mil ao longo do ano.
O balanço financeiro indica que, dos R$ 164,2 milhões empenhados, aproximadamente R$ 164,2 milhões foram efetivamente pagos, restando cerca de R$ 225 mil registrados como restos a pagar. Esses números demonstram um descompasso entre arrecadação e gastos, além de uma redução significativa nas reservas financeiras do sistema.
A prefeitura ainda não SE pronunciou sobre as causas do déficit ou sobre possíveis ações para reequilibrar as finanças do Servimed.