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Ronaldo Caiado propõe combate a facções criminosas com apoio das Forças Armadas

O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, anunciou planos para classificar facções criminosas como terroristas e utilizar as Forças Armadas no combate a esses grupos, caso seja eleito. A proposta surge após os EUA classificarem o Comando Vermelho e o PCC como terroristas.
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O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado, anunciou sua intenção de declarar as facções criminosas que atuam no Brasil como terroristas. Em entrevista ao programa Canal Livre, da Band TV, na noite de domingo (31), Caiado afirmou que, se eleito ao Palácio do Planalto nas eleições de outubro, usará as Forças Armadas para enfrentar esses grupos.

Caiado ressaltou que pretende implementar uma abordagem rigorosa para combater as facções, utilizando as forças de segurança, incluindo o Exército Aeronáutico e a Marinha. "Vou fazer um combate severo a poder resgatar a soberania brasileira – primeiro item para o Brasil crescer. Chega", declarou o pré-candidato.

A proposta de Caiado surge em um contexto onde os Estados Unidos classificaram as facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como terroristas, uma decisão que será oficializada a partir de sexta-feira (5). Essa classificação foi baseada na Lei de Imigração e Nacionalidade americana e uma ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump.

O governo brasileiro manifestou preocupação e condenou a ação do governo Trump, ao mesmo tempo em que procura reverter essa decisão.

Além de suas propostas de combate ao crime organizado, Caiado se posiciona como uma alternativa à dupla de candidatos mais proeminente nas pesquisas eleitorais, formada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Ele criticou a moral de seus concorrentes, afirmando que a moralidade será um tema central nesta eleição. "Qual é o fator determinante dessa campanha eleitoral? Moral. Este é o divisor de águas", destacou Caiado.

O pré-candidato também se referiu à rejeição enfrentada por Lula e Bolsonaro, que segundo ele, atingiu níveis elevados entre os eleitores. Em uma análise recente, a pesquisa Real Time Big Data revelou que 39% dos entrevistados não votariam em Caiado, uma taxa que é inferior aos 45% de rejeição de Aécio Neves (PSDB) e 48% de Lula e Flávio Bolsonaro.