Ronaldo Caiado, pré-candidato à presidência e ex-governador de Goiás, expressou sua preocupação em relação às recentes tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e ao veto da União Europeia à importação de carne bovina. Em sua visão, essas ações refletem a fragilidade do governo atual em lidar com as questões do agronegócio. Participando de um seminário sobre geopolítica, Caiado destacou que o Brasil está penalizando o setor rural, enfatizando a necessidade de um diálogo mais eficaz entre a política nacional e internacional.
Durante o evento, o presidenciável afirmou que “a política nacional e a política internacional são políticas predominantes a partir de agora”. Ele defendeu que um presidente deve estar bem informado e preparado para dialogar, ao mesmo tempo em que deve cuidar dos problemas internos do país. Caiado criticou a gestão do governo Lulal, afirmando que ela está “deixando a desejar” e criando um ambiente desfavorável para os produtores rurais.
Caiado mencionou que a atual estrutura do Brasil não suporta mais as restrições internacionais, como taxas de juros elevadas e a dificuldade de acesso a insumos essenciais para a produção agrícola. Ele apontou que a falta de seguro rural e logística adequada agrava a situação, tornando incerta a viabilidade econômica das lavouras. O pré-candidato também alertou para a recente imposição de uma nova tarifa de 25% sobre as importações brasileiras anunciada pelos Estados Unidos, que se justifica por alegações de práticas comerciais desleais, incluindo comércio digital e desmatamento ilegal.
Além das tarifas dos EUA, a União Europeia oficializou um veto à importação de uma série de produtos agrícolas brasileiros, como carne, tripas, peixe e mel, com a proibição prevista para entrar em vigor no dia 3 de setembro. Esta decisão ocorreu poucos dias após a implementação provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, trazendo ainda mais incertezas para o setor agropecuário nacional.
Caiado ressaltou que o cenário atual demonstra a incapacidade do governo em garantir as condições necessárias para manter altos padrões sanitários no país. Ele citou a retaliação da União Europeia, que bloqueou a importação de carne bovina, frango, peixe, ovos e mel, como um grande prejuízo para o Brasil. O ex-governador concluiu que a situação exige uma resposta mais firme e eficaz do governo para garantir a competitividade do agronegócio brasileiro no cenário internacional.
