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Reunião técnica entre Sesau e Santa Casa aborda desafios na Saúde de Campo Grande

Em encontro realizado nesta quinta-feira, Sesau e Santa Casa discutem entraves jurídicos e renovação de contrato referente ao hospital na Capital, após audiência de junho.
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Nesta quinta-feira (2), a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) de Campo Grande e a Santa Casa se reuniram para discutir questões técnicas relacionadas à saúde na Capital. O encontro ocorre na sequência de uma audiência conjunta que buscou solucionar os impasses jurídicos enfrentados pelo hospital.

Durante a audiência realizada em 26 de junho, o secretário de Saúde de Campo Grande, Marcelo Vilela, enfatizou a necessidade de transparência na gestão dos recursos destinados à Santa Casa. Vilela destacou: "A gente precisa saber como é aplicado [o recurso] dentro da Santa Casa. Então, a gente não tem, a gente não sabe, nós não sabemos, nós passamos o dinheiro, passamos o recurso e nós não sabemos o que se faz lá".

O secretário ainda mencionou que a Prefeitura, em parceria com o Estado, elaborou uma nova proposta de contrato, com a principal alteração sendo a vinculação do pagamento à produção da Santa Casa. Ele lembrou que a negociação já se arrasta desde o início do ano, quando foi acordado um repasse de recursos, mas a Santa Casa não aceitou as condições propostas, resultando em uma falta de participação nas reuniões subsequentes.

A Sesau, por sua vez, ressaltou que as reuniões técnicas têm sido parte de um processo contínuo. "As reuniões com a Santa Casa tratam exclusivamente da renovação da contratualização entre as partes. Elas já vinham sendo realizadas às quintas-feiras e foram mantidas como parte do processo de discussão técnica", esclareceu a secretaria.

A audiência de junho também resultou em um acordo para a realização de uma nova perícia. Os juízes presentes determinaram a realização de uma perícia judicial para tentar resolver as questões jurídicas que envolvem a instituição de saúde. Esta abordagem foi escolhida em razão de divergências em relação a uma auditoria independente prevista em um acordo firmado em dezembro de 2025.

Com a nova perícia, há a expectativa de que processos que se arrastam há anos entre a Associação Beneficente de Campo Grande e o Poder Público, que inclui o Estado de Mato Grosso do Sul e a Prefeitura de Campo Grande, possam ser resolvidos. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) também esteve presente na audiência, que foi conduzida pelos juízes Eduardo Lacerda Trevisan, da 2ª Vara de Direitos Difusos, e Claudio Müller Pareja, da 2ª Vara da Fazenda Pública e de Registros Públicos.