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Projeção de inflação do Banco Central é ajustada para 4,91% em 2023

O Banco Central revisou para 4,91% a projeção da inflação para este ano, superando a meta estabelecida de 3%. A alta se deve a fatores como a guerra no Oriente Médio, que impacta os preços dos combustíveis.
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O Banco Central (BC) atualizou sua previsão para a inflação, elevando-a de 4,89% para 4,91% para o ano de 2023. Essa projeção, que considera o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) como referência oficial, marca a nona semana consecutiva de alta nas expectativas inflacionárias, evidenciando um cenário desafiador para a política monetária do país.

A meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual, o que significa que o limite superior é de 4,5%. A elevação nas previsões é atribuída, em grande parte, aos efeitos da guerra no Oriente Médio, que tem pressionado os preços dos combustíveis e, consequentemente, impactado a inflação.

Em março, a inflação oficial do IPCA registrou um aumento de 0,88%, comparado a 0,7% em fevereiro. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o índice acumulado em 12 meses ficou em 4,14%. As expectativas para a inflação em 2027 permanecem em 4%, enquanto para 2028 e 2029, as projeções são de 3,64% e 3,5%, respectivamente.

A taxa básica de juros, a Selic, que é o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação, está atualmente fixada em 14,5% ao ano. Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada na semana passada, a Selic foi reduzida em 0,25 ponto percentual, marcando a segunda queda consecutiva, mesmo em um contexto de tensões internacionais.

Antes dessa redução, a Selic havia alcançado 15% ao ano, o maior nível em quase duas décadas. O Copom já iniciou um ciclo de cortes nos juros, refletindo uma queda na inflação, mas os impactos da guerra no Oriente Médio e o aumento nos preços de alimentos e combustíveis continuam a afetar as decisões do colegiado. Em uma ata divulgada, o BC indicou que está monitorando a situação e os possíveis efeitos de um prolongamento do conflito sobre a inflação.

O próximo encontro do Copom está agendado para os dias 16 e 17 de junho, onde novas definições sobre a Selic serão discutidas. Atualmente, a estimativa para a taxa básica até o final de 2026 se mantém em 13% ao ano, com previsões de redução para 11,25% em 2027 e 10% em 2028. A expectativa é que a Selic atinja 10% ao ano em 2029.