O Banco Mundial anunciou uma revisão na previsão de crescimento da economia brasileira, reduzindo a projeção de 2% para 1,9% para o ano de 2026. A nova estimativa reflete a expectativa de desaceleração no consumo, conforme indicado em relatório divulgado na quinta-feira (11).
Além disso, a instituição financeira internacional destacou que a atividade econômica do Brasil deve apresentar uma recuperação a partir de 2027, impulsionada pela redução das taxas de juros. No entanto, essa recuperação está prevista para ocorrer em um ritmo inferior ao que havia sido projetado anteriormente. O relatório também aponta uma revisão no prognóstico do Produto Interno Bruto (PIB), que foi ajustado de 2,3% para 2%.
O impacto da alta nos preços do petróleo, decorrente dos conflitos no Oriente Médio, foi considerado limitado para a América Latina. O Banco Mundial observou que países como o Brasil, que são exportadores líquidos de commodities energéticas, não devem sofrer grandes consequências imediatas dessa alta. No entanto, as pressões inflacionárias geradas pelo conflito exigem que os países adotem medidas de política econômica, como a aplicação de tetos de preços e subsídios a combustíveis.
A revisão das previsões não se limita ao Brasil. O crescimento da economia da América Latina e do Caribe foi ajustado de 2,3% para 2,2% para este ano, em meio a riscos elevados associados à desaceleração da economia global, especialmente nos Estados Unidos e na China. O cenário é agravado pelo contexto de juros elevados que deve persistir no mundo.
O relatório do Banco Mundial também indicou que a alta inflação em diversas nações da região limita o espaço para cortes nas taxas de juros, enquanto restrições fiscais reduzem a capacidade dos governos de estimular a economia. Esse cenário também torna mais oneroso o enfrentamento do aumento nos preços dos combustíveis.
A mensagem central da instituição é que o crescimento da América Latina pode continuar baixo se reformas significativas não forem implementadas. Tais reformas devem focar em aumentar a produtividade, os investimentos e a qualificação do capital humano, além de melhorar o ambiente de negócios na região.
