Professores de Curitiba realizam protesto após decisão judicial sobre greve

Na manhã desta quarta-feira (8), professores municipais de Curitiba protestaram na Praça 19 de Dezembro, apesar da declaração de ilegalidade da greve pela Justiça.
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Na manhã desta quarta-feira (8), professores da rede municipal de Curitiba se reuniram na Praça 19 de Dezembro para protestar. A manifestação ocorreu mesmo após a Justiça ter declarado a greve da categoria como ilegal, impondo uma multa diária de até R$ 100 mil ao Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac).

A decisão que considerou a paralisação ilegal foi divulgada na terça-feira (7). Mesmo assim, os educadores decidiram prosseguir COM a mobilização. O secretário municipal da Educação de Curitiba, Paulo Afonso Schmidt, comentou que a questão legal está sob a responsabilidade da Procuradoria do Município, afirmando que a prefeitura busca cumprir a lei.

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Durante o protesto, Diana Abreu, presidente do Sismmac, destacou que a paralisação é uma resposta ao que ela considera um “descaso” da administração municipal. Ela ressaltou a falta de professores para atender alunos autistas e a superlotação nas salas de aula como questões que tornam a situação ilegal.

O secretário Paulo Afonso Schmidt admitiu a existência de um déficit de profissionais, mas assegurou que a gestão municipal está trabalhando para solucionar o problema. Ele assumiu a secretaria há cerca de 40 dias e está ciente das dificuldades enfrentadas.

Em decisão liminar, o desembargador Ramon de Medeiros Nogueira observou que não houve esgotamento nas negociações e que não foram garantidos serviços essenciais, além de haver descumprimento do prazo mínimo de comunicação. A multa diária de R$ 100 mil será aplicada ao Sismmac em caso de continuidade da greve.

Além disso, o desembargador Coimbra de Moura proibiu o sindicato de impedir o acesso de servidores e usuários às unidades, sob pena de multa de R$ 20 mil por dia. A Prefeitura de Curitiba afirma que as escolas e CMEIs devem manter atendimento normal e que continua dialogando COM a categoria, enquanto o sindicato questiona a decisão judicial.