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Professores da Rede Municipal de Campo Grande planejam protesto nesta sexta-feira

Em resposta ao não cumprimento de um acordo com a Prefeitura de Campo Grande, professores da cidade se mobilizam para um protesto que deve afetar 207 escolas da Rede Municipal. A manifestação está marcada para as 8h30 e contará com a participação de milhares de docentes.
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Professores da Associação Campo-Grandense de Professores (ACP) organizam uma manifestação para esta sexta-feira (12) em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. O protesto é motivado pelo descumprimento de um acordo que visava a atualização do piso salarial da categoria. O presidente da ACP, Gilvano Bronzoni, informou que a paralisação deve afetar as 207 unidades da Rede Municipal de ensino durante todo o dia, com concentração inicial na sede da associação.

A mobilização contará com a participação de aproximadamente 3 mil a 5 mil professores, que devem se reunir para uma caminhada que começará às 8h30. O percurso incluirá as ruas 07 de Setembro, Rui Barbosa e Afonso Pena, com destino à Prefeitura de Campo Grande. Os docentes pretendem realizar um ato em frente ao Executivo municipal até que suas demandas sejam atendidas.

Gilvano Bronzoni destacou a importância do protesto, afirmando que a categoria busca um retorno da prefeita e sua equipe sobre o cumprimento da lei que garante o piso salarial para 20 horas de trabalho do magistério. "Na Prefeitura, devemos manter um ato até sermos atendidos", afirmou Bronzoni, enfatizando a urgência da situação.

Em uma agenda realizada na manhã de quarta-feira (10), a prefeita Adriane Lopes (PP) foi questionada sobre a situação do reajuste salarial dos professores da Rede Municipal de Ensino (REME). Ela criticou o Governo Federal, que inicialmente anunciou um aumento de 0,37% e posteriormente o elevou para 5,4%, sem esclarecer a fonte de repasse. Segundo Adriane Lopes, essa mudança causou desequilíbrio nos acordos e planejamentos da administração municipal.

A prefeita ressaltou que o reajuste inicial de 0,37% era o que poderia ser suportado pelas prefeituras, mas a alteração para 5,4% trouxe desafios significativos. "Desde janeiro, enfrentamos esse desafio. Todos os acordos celebrados anteriormente precisam ser revisados, pois a mudança veio do Governo Federal sem um provisionamento claro para o cumprimento do novo percentual de aumento", declarou Adriane Lopes, evidenciando a complexidade da situação atual.