Prisão preventiva é decretada para homem acusado de matar subtenente da Polícia Militar

Gilberto Jarson, de 50 anos, teve a prisão preventiva decretada após ser acusado de assassinar a subtenente Marilene de Brito Rodrigues em Campo Grande.
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Gilberto Jarson, de 50 anos, foi alvo de uma prisão preventiva após audiência de custódia na manhã desta quarta-feira (8). Ele está detido desde segunda-feira (6) e é acusado de feminicídio, tendo atirado na namorada, Marilene de Brito Rodrigues, durante uma discussão no bairro Estrela D’alva, em Campo Grande.

A audiência ocorreu no Fórum Heitor Medeiros, onde a prisão foi convertida em preventiva, e Gilberto será transferido para o Presídio de Campo Grande. O advogado de defesa, Jeferson Soares, anunciou que recorrerá da decisão, alegando que o suspeito afirmou que se tratou de um suicídio, embora tenha sido contraditório em suas versões sobre o ocorrido.

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Após o disparo, um vizinho, que é policial, pulou o muro da residência e presenciou a cena. Marilene, de 59 anos, foi encontrada já sem vida, com um tiro no pescoço e vestida com a farda da Polícia Militar. O casal estava junto há um ano e quatro meses e residia na mesma casa há dois meses.

As investigações continuam a ser conduzidas pela Polícia Civil, que categoricamente afirma que não haverá registro do caso como suicídio. A delegada Analu Lacerda Ferraz destacou que a perícia no local esclareceu algumas dúvidas sobre a cena do crime.

Além deste caso, outras situações de feminicídio foram reportadas, como a morte de Liliane de Souza Bonfim Duarte, de 52 anos, que faleceu após ser agredida pelo marido em Três Lagoas, e Ereni Benites, de 44 anos, que foi morta carbonizada no Dia Internacional da Mulher.

Os números de feminicídios no estado indicam uma grave situação, com casos frequentes que refletem a violência contra as mulheres em Mato Grosso do Sul.