A alta de 0,7% no Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) trouxe surpresa ao mercado, que esperava uma média de aumento de 0,4% nos dados referentes a novembro. A leitura da média móvel trimestral também aponta robustez na atividade.
A avaliação é que os dados divulgados podem esfriar a expectativa pelo corte de juros na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para 27 e 28 de janeiro. Natalie Victal, economista-chefe da SulAmérica Investimentos, destaca que os dados enfraquecem o consenso de desaceleração da atividade.
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André Valério, economista sênior do Inter, destaca que a média móvel trimestral em novembro indicou crescimento de 0,2%, mantendo uma trajetória de aceleração pelo quarto mês consecutivo. Para Gustavo Gonzaga, economista-chefe da Necton Investimentos, os dados do IBC-Br indicam que o balanço de riscos ainda conta com vetores inflacionários relevantes.
Matheus Pizzani, economista do PicPay, faz uma leitura dos dados do IBC-Br aliada ao mercado de trabalho, com uma atividade econômica aquecida e a população com emprego e renda elevada, a demanda deve continuar em alta, impactando a inflação. Os dados do PIB de 2025 ainda não foram divulgados, mas as projeções são de crescimento do PIB em 2025 de 2,5% pela Necton Investimentos, 2,3% pela SulAmérica Investimentos e 2,1% pelo Inter.