A Prefeitura de Dourados intensificou os esforços no combate à Chikungunya, realizando a vistoria de 1.354 residências em um único dia. Durante essa ação, 204 imóveis foram encontrados fechados, o que gerou preocupação nas autoridades de saúde. O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) notificou os proprietários para que efetuem a limpeza e permitam o acesso dos agentes de combate às endemias. Caso não haja cumprimento, multas poderão ser aplicadas e, em situações extremas, a Defesa Civil poderá ser acionada para intervenções nos imóveis.
As estratégias de combate à Chikungunya são formuladas em reuniões diárias do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), instituído pelo prefeito Marçal Filho. Durante a operação, os 70 agentes de saúde encontraram 24 focos do mosquito Aedes aegypti e emitiram 56 notificações. Além disso, foram realizados tratamentos químicos em 64 locais que apresentavam risco de proliferação do mosquito, abrangendo os bairros Santa Maria, Santa Herminia, Jardim Maracanã, Monte Sião, Jardim Canaã 1, Monte Líbano, Piratininga e Pelicano.
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Em outra frente de combate, o CCZ aplicou larvicida em 126 quarteirões nos bairros Monte Sião, Jardim Carisma, Parque dos Coqueiros, Canaã III, Novo Horizonte, Cidade Jardim 1, entre outros. Também foram geradas 24 novas ordens de serviço, enquanto 39 ordens anteriores foram atendidas. As ações realizadas poderão resultar em 533 notificações, 80 autos de infração e 82 multas.
Até a data de 15, a Secretaria Municipal de Saúde já havia recebido 305 Estações Disseminadoras de Larvicida (EDL), conhecidas como “armadilhas”, das quais 240 foram instaladas em áreas como Assentamento Santa Fé e Assentamento Santa Felicidade. O serviço de saúde também está sendo fortalecido com a transferência de pacientes entre as aldeias e unidades de saúde, visando um monitoramento eficaz da situação epidemiológica.
O COE registrou a oitava morte por complicações da Chikungunya em Dourados, envolvendo um homem de 63 anos, residente no Parque das Nações II, que estava internado no Hospital Unimed. Este foi o primeiro óbito de um paciente fora da Reserva Indígena, aumentando as preocupações sobre a disseminação da doença nas regiões urbanas. Portanto, as ações de vigilância e prevenção precisam se estender a todos os bairros da cidade.
Os dados do Informe Epidemiológico indicam que a situação nas aldeias Bororó e Jaguapiru continua crítica, com 1.993 casos prováveis, 1.461 confirmados, 639 descartados e 532 em investigação, totalizando 2.632 casos, além de 454 atendimentos hospitalares.