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Prefeito de Terenos suspende expediente em órgãos públicos por três dias

Henrique Budke, após reassumir a Prefeitura de Terenos, determina a suspensão do expediente nos órgãos municipais entre 29 de junho e 1º de julho para reorganização administrativa. A medida não afeta serviços essenciais, que continuarão a funcionar normalmente.
Henrique-Budke_Foto-Reproducao-Redes-Sociais

Henrique Budke, prefeito de Terenos, suspendeu o expediente nos órgãos públicos da cidade por três dias, entre os dias 29 de junho e 1º de julho de 2026. Essa decisão foi tomada logo após sua volta ao cargo, que ocorreu após um afastamento de aproximadamente oito meses devido à Operação Spotless. A suspensão visa promover uma reorganização administrativa necessária pela reassunção do cargo.

O Decreto nº 7917, publicado no Diário da Assomasul, destaca que a reorganização requer levantamentos, conferências e ajustes operacionais, além de alinhamentos internos entre os órgãos da Administração Municipal. Durante esse período, os serviços públicos essenciais, como saúde, segurança patrimonial, e limpeza urbana, continuarão a operar normalmente com escalas de trabalho.

Os prazos administrativos que se encerram durante a suspensão do expediente foram prorrogados para quinta-feira, dia 2 de julho. Essa medida garante que não haja prejuízos aos cidadãos que dependem dos serviços prestados pela prefeitura.

Essa não foi a única ação de Budke desde seu retorno. No dia 25 de junho, ele rescindiu unilateralmente cinco contratos administrativos com empresas que realizam obras no município. Entre as empresas afetadas estão a Bonanza Comércio e Serviços Ltda. e a HG Empreiteira & Negócios Ltda., ambas mencionadas nas investigações da Operação Spotless, que investiga um esquema de fraudes em licitações e corrupção na prefeitura.

Além dessas, a RS Construções & Serviços Ltda. também teve seu contrato rescindido. A Operação Spotless, deflagrada em setembro de 2025, apura um suposto esquema de direcionamento de licitações e pagamento de propinas a agentes públicos, com os prejuízos estimados em mais de R$ 15 milhões no último ano investigado. O Ministério Público apontou Budke como suposto líder da organização criminosa; ele nega as acusações e afirma ser inocente, respondendo ao processo em liberdade.

Apesar de ter retornado ao cargo, Budke continua sob algumas restrições impostas pela Justiça, como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de firmar novos contratos com empresas investigadas na Operação Spotless. Essas medidas cautelares visam garantir a integridade das investigações em curso e a lisura nos atos administrativos da prefeitura.