O pesquisador e professor da PUC-RJ David Zylbersztajn avaliou que o preço baixo do petróleo pode reduzir a velocidade da transição energética em direção a fontes renováveis. Ele destacou que os grandes movimentos ambientalistas no mundo buscam a redução progressiva da dependência de combustíveis fósseis, mas esse movimento é muito lento.
Em 1990, o mundo tinha uma dependência de 85% dos combustíveis fósseis, enquanto no ano passado, essa conta tinha baixado para 80%. O especialista lembrou que a oferta da commodity não deve cair muito, enquanto a demanda será crescente.
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
Resumo rápido gerado automaticamente
A expectativa é que o petróleo pode perder participação nas matrizes energéticas, mas uma participação percentual – em termos de volume, essa queda não se materializará nos próximos anos. Além disso, o preço competitivo do petróleo é outro fator a considerar, pois mesmo quem enxergar uma oportunidade de trocar seu óleo combustível ou seu diesel por um combustível com menor teor de carbono, vai fazer uma conta e enxergar a competitividade da fonte fóssil.
Sobre a licença ambiental que a Petrobras obteve para explorar a chamada Margem Equatorial, Zylbersztajn afirmou que as críticas foram exageradas, pois a questão ambiental já havia sido resolvida com o Ibama. Ele disse que a área chamada de Bacia Sedimentar da Foz do Amazonas se estende e que a exploração na região poderia resolver questões de injustiça social, como a falta de cobertura de saneamento no Amapá.