A Justiça de Campo Grande impôs um prazo de 180 dias para que a Prefeitura local tome as providências necessárias para a regularização de 11 Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A decisão foi anunciada pelo Tribunal de Justiça na manhã de quinta-feira (23) e decorre de uma ação civil pública que está em tramitação na 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos.
A ação civil pública é resultado de uma série de inquéritos civis que foram abertos em 2015, com o objetivo de investigar a qualidade do atendimento nas unidades de saúde da cidade. As investigações incluíram vistorias técnicas que revelaram a falta de profissionais, a ausência de equipamentos essenciais e problemas estruturais nas instalações das UBSs. O Ministério Público afirmou que essas falhas comprometeram a prestação de serviços de atenção primária à saúde.
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
Resumo rápido gerado automaticamente
As UBSs mencionadas na decisão são localizadas nos bairros Caiçara, Jockey Club, Coophavila II, Pioneira, Vila Popular, Aero Rancho, 26 de Agosto, Silvia Regina, Lar do Trabalhador, Dona Neta e Buriti. Embora algumas irregularidades tenham sido corrigidas ao longo do processo, ainda existem problemas que precisam ser resolvidos.
O juiz Eduardo Lacerda Trevisan, responsável pela decisão, destacou que a Prefeitura não tomou todas as medidas necessárias para assegurar o funcionamento adequado das unidades de saúde. Assim, a Justiça acatou parcialmente o pedido do Ministério Público, determinando que o município adquira e mantenha equipamentos essenciais, além de garantir a estrutura mínima necessária para atendimentos de baixa complexidade.
Outra obrigação imposta à Prefeitura é a de assegurar um quadro mínimo de profissionais de saúde nas unidades. A administração municipal poderá utilizar os métodos que considerar mais adequados para atender a essa demanda, incluindo a realização de concursos públicos ou processos seletivos. Contudo, o pedido para a realização imediata de um concurso foi negado.
A multa estipulada para o caso de descumprimento das determinações é de R$ 1 mil por unidade de saúde, com um limite de 60 dias-multa por estabelecimento. O Campo Grande News tentou contato com a Prefeitura de Campo Grande para obter um posicionamento sobre a decisão, mas até o momento não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestações.

