A possibilidade de caducidade do contrato do Consórcio Guaicurus foi reforçada após a apresentação de um relatório na Câmara Municipal. O vereador Epaminondas Neto, presidente da Câmara, observou que o desgaste crescente entre o município e a concessionária torna a continuidade da concessão praticamente inviável. Ele mencionou que a CPI do Transporte já havia recomendado essa medida, e destacou que, historicamente, intervenções desse tipo frequentemente resultam na caducidade do contrato.
Além desse tema, durante uma coletiva de imprensa no estádio Morenão, o presidente da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul, Estevão Petrallás, defendeu uma gestão mais transparente. No entanto, a coletiva foi marcada por um controle rígido das perguntas, limitando o número de questionamentos feitos pelos jornalistas. Quando os repórteres tentaram abordar outros assuntos, como a recente viagem aos Estados Unidos durante a Copa do Mundo, a assessoria orientou que as perguntas fossem enviadas posteriormente.
Em outro caso, a Justiça decidiu que não havia fundamento na ação de improbidade administrativa contra Marcelo Augusto Santos Turine, ex-reitor da UFMS e ex-presidente da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul. O processo questionava a contratação da empresa Anambi para o manejo de peixes no Aquário do Pantanal, agora denominado Bioparque Pantanal. O Ministério Público alegou irregularidades e pediu o ressarcimento de cerca de R$ 2 milhões, após a morte de 6.111 peixes em quarentena, mas o juiz não encontrou provas que comprovassem conduta ilícita ou má-fé por parte de Turine.
O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul também se manifestou a respeito da utilização de recursos públicos. A portaria emitida pelo TCE-MS veda o remanejamento de verbas entre diferentes áreas, assegurando que recursos destinados a obras não sejam utilizados para custeio e que verbas destinadas a alternativas penais não sejam empregadas em outras finalidades.
Outro avanço significativo foi o acordo firmado entre o Tribunal de Justiça, o Ministério Público e a Polícia Civil para a implementação do Formulário Rogéria em Mato Grosso do Sul. Esta ferramenta, criada pelo Conselho Nacional de Justiça em 2024, visa identificar fatores de risco em casos de violência contra a população LGBTQIA+. O formulário será utilizado no atendimento inicial em delegacias, permitindo que informações sobre vulnerabilidades e riscos sejam organizadas e compartilhadas entre policiais, promotores e juízes, facilitando a adoção de medidas de proteção.
Por fim, o Ministério da Educação autorizou um repasse de R$ 550,7 mil à Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso do Sul para a oferta de cursos técnicos a distância, por meio do Profuncionário. A proposta, já aprovada, prevê a disponibilização de 141 vagas no Estado, com um valor total pactuado de R$ 729,6 mil.
