A Polícia Federal (PF) e a Receita Federal realizaram uma operação para desarticular uma quadrilha envolvida em contrabando, descaminho e lavagem de dinheiro. O grupo, que possuía ramificações Em Mato Grosso do Sul, comprava produtos no Paraguai e os vendia em plataformas online. A Receita Federal estima que o esquema tenha movimentado cerca de R$ 1 bilhão entre 2020 e 2024.
Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão, foram apreendidos R$ 1.600.000,00 em mercadorias. Um homem foi preso Em Mato Grosso do Sul, identificado como responsável pelo transporte das mercadorias contrabandeadas. As investigações sugerem que esses produtos entravam no Brasil pela fronteira com o Paraguai.
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A estrutura da organização criminosa era interestadual e transnacional, formada por até 300 empresas, muitas delas de fachada, e mais de 40 indivíduos. Os membros da quadrilha eram organizados em grupos funcionais, como motoristas, batedores e olheiros, além de equipes responsáveis por compras e vendas em marketplaces.
Os itens contrabandeados incluíam eletrônicos, como celulares das marcas Xiaomi, Apple e Samsung, além de equipamentos como robôs aspiradores e ares-condicionados portáteis. As vendas eram realizadas em plataformas como Mercado Livre, Shopee e Magazine Luiza.
A Operação PLATINUM contou com a participação de 52 auditores fiscais e analistas tributários da Receita Federal, além de 102 policiais federais. Os mandados foram cumpridos em 24 endereços em diferentes estados, incluindo Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Paraná e São Paulo.
Além das prisões, as autoridades realizaram apreensões de mercadorias de origem ilícita em empresas e sequestraram bens e veículos avaliados em mais de R$ 2 milhões. A investigação teve início em agosto de 2022 a partir da apreensão de mercadorias transportadas por veículos em comboio.