A Polícia Federal (PF) revisou um inquérito referente a supostas interferências do ex-presidente Jair Bolsonaro na corporação e concluiu que não houve irregularidades. A investigação foi iniciada em abril de 2020, quando o então ministro da Justiça, Sergio Moro, deixou o cargo e alegou que Bolsonaro havia solicitado a mudança de cargos dentro da PF.
Moro indicou que o ex-presidente temia o avanço de um inquérito sobre fake news que poderia atingi-lo e a seus aliados, o que, segundo ele, motivou sua saída do ministério. O procurador-geral da República, Augusto Aras, já havia solicitado o arquivamento do caso, baseando-se na conclusão da PF de que não houve interferência indevida.
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COM a chegada de Luiz Inácio Lula da Silva ao poder, a Polícia Federal revisitou o caso e reafirmou a ausência de interferência por parte de Bolsonaro. O delegado Carlos Henrique Pinheiro de Melo, da Diretoria de Inteligência Policial (DIP), declarou que foram pedidas provas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre o inquérito das fake news, mas este informou que não existiam evidências.
COM o relatório em mãos, Moraes enviou o processo ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, que agora poderá solicitar novas investigações ou decidir pelo arquivamento definitivo do caso.