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Pesquisa revela que Aliados de Lula são os mais citados em escândalo do Banco Master

Um levantamento da Atlas/Bloomberg mostrou que 37,6% dos eleitores associam aliados de Luiz Inácio Lula à fraude do Banco Master, enquanto 36% apontam Flávio Bolsonaro. A Polícia Federal investiga o senador Jaques Wagner no caso.
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Uma pesquisa realizada pela Atlas/Bloomberg, divulgada na quinta-feira (2), apontou que 37,6% do eleitorado brasileiro associa aliados de Luiz Inácio Lula a fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master, cujo proprietário é Daniel Vorcaro. Em seguida, 36% acreditam que aliados de Flávio Bolsonaro estão mais fortemente envolvidos no esquema. Apenas 17,1% dos entrevistados acreditam que ambos os grupos possuem o mesmo nível de envolvimento, enquanto 6% consideram que o ‘Centrão’ é o principal responsável. Uma pequena parcela, de 3,1%, afirmou não saber sobre o assunto.

A Polícia Federal, no dia 18 de junho, deflagrou a nona fase da Operação Compliance Zero, que teve como um de seus alvos o senador Jaques Wagner (PT-BA), que ocupa a liderança do governo no Senado. As investigações estão centradas em suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e favorecimento de pessoas ligadas ao parlamentar e ao Banco Master. A relação de Wagner com Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master e atual proprietário do Banco Pleno, é um dos focos da apuração. Lima foi responsável por implementar um sistema de crédito consignado para servidores públicos durante o governo de Wagner na Bahia, o que posteriormente se integrou ao Banco Master.

Na última quarta-feira (1), Luiz Inácio Lula da Silva se encontrou com Wagner durante a cerimônia de inauguração do Hospital Estadual do Litoral Norte, localizado em Alagoinhas, na Bahia. Durante seu discurso, Lula comentou sobre sua relação com o senador e outros políticos da região, destacando que “a gente escolhe companheiros” e que “nem todo irmão é um amigo, mas todo amigo é um irmão”.

Entre os dias 26 e 30 de junho, o Instituto AtlasIntel conduziu entrevistas com 4.999 pessoas através de um recrutamento digital aleatório. O levantamento possui uma margem de erro de um ponto percentual e uma taxa de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no dia 25 de junho, sob o número BR-04582/2026.