Moradores do Rio apoiam endurecimento de penas e enquadramento de facções como terroristas.
Levantamento Quaest indica forte apoio no Rio ao aumento de penas para crimes relacionados ao crime organizado e ao enquadramento de facções como terroristas.
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
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Uma pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira revela que a maioria dos moradores do Rio de Janeiro apoia medidas mais duras contra o crime organizado. O levantamento, realizado após uma megaoperação policial, mostra que 85% dos entrevistados são favoráveis ao aumento da pena para homicídios cometidos sob mando de organizações criminosas.
Além disso, 72% concordam com o enquadramento dessas organizações como terroristas.
A pesquisa ouviu 1.500 residentes do Rio de Janeiro com 16 anos ou mais, nos dias 30 e 31 de outubro. A margem de erro é de três pontos percentuais.
Os dados foram coletados após uma megaoperação das polícias Civil e Militar nos Complexos da Penha e do Alemão, que resultou em um alto número de mortos. A pesquisa também investigou a opinião dos moradores sobre essa operação, com 64% aprovando-a e 58% considerando-a um sucesso.
Percepções sobre Segurança Pública
O levantamento também abordou outras questões relacionadas à segurança pública. Uma parcela significativa dos entrevistados (59%) é favorável ao uso da Garantia de Lei e Ordem (GLO) com o Exército no Rio, como em 2018.
Além disso, 94% concordam com a criação de um escritório de emergência para combater o crime organizado.
A pesquisa também revelou opiniões sobre o uso de câmeras nos uniformes policiais (81% a favor) e a pena de morte para crimes graves (58% a favor). A maioria (73%) também acredita que a polícia deveria realizar operações em comunidades.
Contudo, após a operação recente, 52% dos entrevistados se sentem menos seguros.
A pesquisa também abordou a percepção sobre a declaração do presidente Lula sobre traficantes serem vítimas dos usuários de drogas. A maioria (60%) acredita que essa foi uma opinião sincera do presidente.