Em Mato Grosso do Sul, a atuação da perícia médico-legal vai além das necropsias, incluindo exames em pessoas vivas e em custodiados. Os peritos médico-legistas da Polícia Científica trabalham com casos de lesão corporal, violência doméstica, crimes sexuais e produzem laudos que são essenciais para investigações e decisões judiciais.
A perícia médico-legal é fundamental para registrar vestígios e garantir a resposta adequada do Estado em situações onde a prova técnica se torna decisiva. No Estado, esses profissionais atuam em 14 Unidades Regionais de Perícia e Identificação (URPIs), atendendo municípios do interior.
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Em Campo Grande, os exames são realizados no Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL) e em seções especializadas. Estas incluem a Casa da Mulher Brasileira, a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) e o Fórum Heitor Medeiros, onde exames cautelares são feitos antes das audiências de custódia.
Para atuar nesta área, é necessário ter formação em Medicina e diploma reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC), além de aprovação em um concurso público. A formação específica para a perícia ocorre na Academia de Polícia, que é uma etapa final do processo seletivo.
O Dia do Perito Médico-Legista, comemorado em 7 de abril, destaca a relevância dessa profissão na produção de provas técnico-científicas e no funcionamento do sistema judiciário.