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Pais relatam mal-estar em crianças após merenda na Escola Municipal de Campo Grande

Famílias de alunos da Escola Municipal Professora Hilda de Souza Ferreira denunciam casos de intoxicação e má conservação dos alimentos servidos. Inspeção revela condições precárias na cozinha.
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Na Escola Municipal Professora Hilda de Souza Ferreira, localizada no bairro Coopatrabalho, em Campo Grande, pais de alunos relataram episódios de intoxicação e vômitos, supostamente relacionados à merenda servida na unidade escolar nesta quarta-feira (8). A situação levou a uma inspeção na manhã do mesmo dia, onde foram encontrados diversos alimentos armazenados de forma inadequada pelos funcionários da escola.

Informações reveladas apontam que alimentos foram localizados no chão, aumentando os riscos de contaminação e possíveis doenças entre os estudantes. Duas mães, que optaram por não se identificar, compartilharam que seus filhos apresentaram mal-estar, com um deles alegando que o macarrão servido estava com um odor desagradável. "Ele chegou em casa falando que não conseguiu comer porque o macarrão estava com cheiro de vômito. Agora nós entendemos o cheiro, porque realmente o molho estava azedo", afirmou uma delas.

Outra mãe relatou que sua filha vomitou após experimentar a refeição, mencionando que é a primeira vez que isso acontece. "Ela não comeu tudo, sentiu o gosto e vomitou. Vim buscá-la e, chegando em casa, ela contou que o molho do macarrão estava azedo", contou.

O vereador Maicon Nogueira, que acompanhou a inspeção na cozinha da escola, explicou que foram encontradas condições precárias de armazenamento de alimentos. Ele destacou que comida estragada foi servida aos alunos, o que pode ter contribuído para os episódios de mal-estar. "Uma coisa eu adianto: uma precarização total na estrutura de atendimento, uma diretora sobrecarregada trabalhando sozinha para atender centenas de crianças, pais e todas as demandas da escola, e apenas uma merendeira para atender essas crianças. Minha preocupação é com a questão sanitária", afirmou Nogueira.

A Secretaria Municipal de Educação (SEMED) informou que, até o momento, não há confirmação de contaminação alimentar na escola. A Pasta esclareceu que os sintomas relatados por alguns alunos estão sendo monitorados e que não existem evidências técnicas ou laudos que estabeleçam uma relação com a alimentação escolar.

A SEMED, através da Superintendência de Alimentação Escolar (SUALE), está acompanhando a apuração junto à direção da unidade e aos órgãos competentes, reforçando o compromisso com a segurança alimentar dos estudantes e a transparência na condução dos fatos.