A Operação Pombo Sem Asas foi realizada com o objetivo de desarticular uma facção criminosa que atua no tráfico de drogas. Durante a operação, foram cumpridos 35 mandados de prisão preventiva e 24 mandados de busca e apreensão nas cidades de Campo Grande, São Paulo, Mato Grosso e Rio Grande do Norte.
O Gaeco/MPMS identificou um esquema estruturado que permitia a entrada de drogas e celulares no complexo penitenciário de Campo Grande, mediante pagamento de propina a um servidor público. Este servidor, responsável pela vigilância externa do presídio, recebia vantagens financeiras de internos e familiares para permitir o arremesso de pacotes contendo os ilícitos por cima dos muros.
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A investigação teve início após o compartilhamento de provas obtidas em uma apuração anterior que resultou na exclusão de um policial militar por corrupção. Detentos coordenavam a logística de arremessos, com a ajuda de membros da facção que estavam em liberdade, e utilizavam contas bancárias para movimentar dinheiro do tráfico e pagar subornos.
O Gaeco contou com o apoio da Corregedoria-Geral da PMMS e da Gerência de Inteligência Penitenciária da Agepen, além do suporte operacional da Polícia Militar, que mobilizou equipes do Batalhão de Choque e das Forças Táticas para o cumprimento dos mandados. O nome da operação faz alusão ao termo usado pelos criminosos para designar os pacotes lançados para o presídio, interrompendo o fluxo de comunicação e abastecimento da facção.