A OPERAÇÃO Fluxo Oculto foi deflagrada na manhã desta quinta-feira, dia 28, em Iguatemi, MS, como parte da segunda fase da OPERAÇÃO Carbono Oculto. Essa ação investiga seis FINTECHS que atuavam como instituições financeiras não regulamentadas, movimentando cerca de R$ 26 bilhões em um período de quatro anos. Além da OPERAÇÃO financeira, as investigações também envolvem adulteração de combustíveis com a UTILIZAÇÃO de nafta e mecanismos para ocultação patrimonial.
A Receita Federal informou que nesta fase um mandado de busca e apreensão foi cumprido contra uma pessoa jurídica, embora não tenha revelado a identidade da empresa alvo. A cidade de Iguatemi, situada no extremo sul do estado, está a menos de 20 quilômetros da fronteira com o Paraguai, o que pode ter implicações nas investigações.
Além do mandado em MS, a OPERAÇÃO abrange 58 ordens de busca e apreensão que estão sendo cumpridas em outros quatro estados: São Paulo, com alvos em diversas cidades como Sorocaba e Mogi das Cruzes; Paraná, com foco em Cascavel e Paranavaí; Minas Gerais, principalmente em Belo Horizonte; e no Rio de Janeiro. A OPERAÇÃO conta com a participação de cerca de 135 auditores-fiscais, analistas-tributários e servidores administrativos da Receita Federal, além do apoio de outros órgãos.
O cerne da OPERAÇÃO Fluxo Oculto é desmantelar um esquema complexo de fraudes, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal no setor de combustíveis. A Receita Federal, em colaboração com o Gaeco/SP (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado de São Paulo), busca evidências que comprovem as atividades ilícitas e ajudem na identificação de outros envolvidos.
As FINTECHS sob investigação estão ligadas a um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro, onde a nafta, um solvente utilizado na indústria química, é adquirida de forma fraudulenta. Essa nafta é desviada para terminais de armazenamento, onde é misturada a combustíveis automotivos, resultando na adulteração do produto. O combustível adulterado é então enviado para postos de revenda associados aos integrantes da organização criminosa.
Os lucros obtidos com esse esquema são direcionados a fundos de investimento com o intuito de ocultar os verdadeiros beneficiários das fraudes. A OPERAÇÃO identificou quatro fundos que estão sendo investigados, além de duas administradoras e duas gestoras de recursos. Atualmente, os fundos envolvidos possuem um patrimônio estimado em R$ 205 milhões, com um crescimento patrimonial superior a 200% em um ano.
