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Operação em Campo Grande resulta em apreensão de mais de 4 mil produtos falsificados

Uma ação de fiscalização em Campo Grande resultou na apreensão de mais de 4 mil pares de tênis e duas prisões. A operação, realizada pelo Procon-MS e pela Decon, identificou produtos falsificados em lojas do Centro e de bairros da cidade.
Fiscalização em lojas no Centro de Campo Grande. — Foto: Fiscalização em lojas n
Fiscalização em lojas no Centro de Campo Grande. — Foto: Fiscalização em lojas n

Na última semana, uma operação de fiscalização nas lojas de Campo Grande culminou em mais de 4 mil pares de tênis apreendidos, além de duas prisões em flagrante. Este resultado representa um dos maiores prejuízos do ano até agora para o mercado de produtos falsificados na capital do MS.

A ação foi desencadeada após uma denúncia anônima que alertou para a venda de produtos falsificados em estabelecimentos tanto do Centro quanto de bairros. A operação contou com a participação de equipes do Procon-MS e da Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes contra as Relações de Consumo).

No primeiro dia da operação, as autoridades fecharam uma loja localizada no Jardim Bálsamo e recolheram diversos produtos de uma loja na Rua 14 de Julho. No dia seguinte, mais mercadorias foram apreendidas em outros dois estabelecimentos na mesma rua, que comercializavam eletrônicos e utilidades.

O delegado responsável pela operação destacou que já houve fiscalizações anteriores, incluindo uma realizada pela Polícia Federal no Camelódromo. Ele explicou que a aceitação cultural de produtos falsificados complica o combate a essa prática ilegal. “Na medida do possível, todos os locais vão ser fiscalizados”, afirmou o delegado.

Além dos aspectos legais, o delegado também alertou sobre os riscos à saúde associados à aquisição de produtos falsificados. Ele ressaltou que, diferentemente dos produtos originais, os tênis falsificados não passam por testes de qualidade e segurança, o que pode colocar a saúde dos consumidores em risco.

O crime de falsificação de produtos não apenas implica em sonegação de impostos, mas também cria concorrência desleal com marcas que investem na qualidade de seus produtos. O delegado enfatizou que muitos desses itens não apresentam qualidade adequada e representam um risco à população.