Operação contra bicheiro termina com policiais presos após denúncias de proteção ilegal

Operação do Ministério Público do Rio de Janeiro resulta em prisão de 15 policiais suspeitos de proteger o bicheiro Rogério de Andrade.
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Uma operação do Ministério Público do Rio de Janeiro deflagrada em 10 de março tem como alvo policiais e outros agentes suspeitos de atuar na proteção do bicheiro Rogério de Andrade. O contraventor está preso desde 29 de outubro de 2024 no presídio federal de Campo Grande. De acordo com informações, foram expedidos 20 mandados de prisão preventiva contra integrantes que faziam parte do núcleo de segurança da organização criminosa ligada ao esquema de jogos de azar. As investigações são conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que identificou a participação de agentes públicos na proteção de estabelecimentos usados para a exploração ilegal de jogos, principalmente na região de Bangu, na zona oeste do Rio. O Ministério Público denunciou 19 policiais, incluindo policiais militares e penais, da ativa e da reserva, além de um policial civil aposentado que teria sido recrutado pelo grupo ainda quando exercia função pública. Até o início da manhã, 15 prisões já haviam sido efetuadas. Rogério de Andrade segue sendo apontado pelos investigadores como figura central na estrutura da organização criminosa, mesmo preso. Ele foi detido durante uma operação realizada em sua residência e está custodiado no sistema penitenciário federal em Mato Grosso do Sul. Os agentes investigados utilizavam a posição dentro das forças de segurança para favorecer o funcionamento das atividades ilegais do grupo, evitando fiscalizações e garantindo a segurança dos locais onde ocorria a exploração de jogos de azar. Os mandados judiciais foram expedidos pela 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital e estão sendo cumpridos em diferentes cidades da região metropolitana e do interior do Rio de Janeiro. A Polícia Militar do Rio de Janeiro informou que a Corregedoria da corporação participa da operação e que os policiais investigados também serão submetidos a processos administrativos disciplinares. A instituição afirmou que não tolera desvios de conduta e que pune eventuais irregularidades quando comprovadas.

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