ONU aponta que investimentos climáticos e ambientais previnem mortes

Relatório da ONU alerta: inação climática e ambiental causa milhões de mortes e trilhões em perdas. Investimentos podem prevenir crises e gerar US$ 20 trilhões anuais.
ONU aponta que investimentos climáticos e ambientais previnem mortes

Relatório GEO7 do Pnuma revela que a inação ambiental custará milhões de vidas e trilhões de dólares, enquanto soluções podem reverter o cenário.

Relatório da ONU alerta: inação climática e ambiental causa milhões de mortes e trilhões em perdas. Investimentos podem prevenir crises e gerar US$ 20 trilhões anuais.

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A sétima edição do Panorama Ambiental Global (GEO7), do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), lançada em Nairóbi, revelou que a inação diante dos desafios climáticos e ambientais pode resultar em milhões de mortes e enormes danos financeiros. O relatório serve como um alerta urgente para a comunidade global, ressaltando a interconexão entre saúde humana, meio ambiente e economia.

O estudo, fruto do trabalho de 287 cientistas de 82 países e mais de 800 revisores, busca oferecer soluções eficazes para construir um planeta mais resiliente. Ele aponta que a adoção de medidas proativas pode prevenir mortes, reduzir a pobreza e gerar um retorno de US$ 20 trilhões anuais à economia mundial até 2070.

Inger Andersen, diretora executiva do Pnuma, enfatizou que o relatório deve motivar as nações a reforçar e implementar os compromissos climáticos assumidos na COP30.

Robert Watson, copresidente de avaliação do GEO7, sublinhou a necessidade de transformações profundas em cinco sistemas cruciais: finanças, economia, materiais, energia, sistemas alimentares e ambientais. Ele ressaltou que essa mudança requer um esforço coletivo e inclusivo, envolvendo não apenas ministros do Meio Ambiente, mas cada ministro em cada governo e toda a sociedade, para reverter a trajetória ambiental atual.

Custos da Inação Versus Benefícios dos Investimentos

De acordo com o GEO7, a implementação de suas recomendações é vital para evitar 9 milhões de mortes prematuras relacionadas à poluição, tirar 200 milhões de pessoas da subnutrição e 150 milhões da pobreza extrema. Para concretizar essas transformações e alcançar a meta de neutralizar as emissões de gases do efeito estufa até 2050, além de restaurar a biodiversidade, são necessários investimentos de US$ 8 trilhões anuais.

No entanto, o custo da inação é significativamente maior. Inger Andersen alertou que as mudanças climáticas reduzirão 4% do PIB anual até 2050, além de causar migração forçada e perda de vidas.

O estudo estima que os extremos climáticos custaram US$ 143 bilhões ao ano nas últimas duas décadas. Somam-se a isso perdas econômicas anuais de US$ 8,1 trilhões devido à poluição do ar e US$ 1,5 trilhão pela exposição a químicos tóxicos em plásticos.

Diante desses custos sociais e econômicos, o caminho proposto pelo relatório não é mais uma escolha, mas uma necessidade inevitável, com benefícios macroeconômicos globais que superam em muito os investimentos iniciais.

O relatório também sugere uma revisão no modelo de tomada de decisões e nas métricas atuais, incentivando as nações a transcender o Produto Interno Bruto (PIB) como medida de bem-estar econômico. Em vez disso, propõe a adoção de indicadores inclusivos que acompanhem a saúde humana e o capital natural, promovendo a transição para modelos econômicos circulares e uma rápida descarbonização global.