A política do apartheid, instaurada na África do Sul entre 1948 e 1994, levou ao mais longo banimento de um país na história do esporte. Durante quase 31 anos, a seleção sul-africana não pôde participar de competições internacionais, incluindo sete edições da Copa do Mundo da Fifa, retornando apenas em 1992, após a abolição das leis discriminatórias.
A pressão internacional sobre a África do Sul começou antes da intervenção da Fifa. Em 1957, o país foi excluído da Copa Africana de Nações devido à exigência de enviar uma seleção apenas com jogadores brancos. A Fifa aplicou a primeira suspensão à Associação Sul-Africana de Futebol em 1961, e ao longo dos anos, essa suspensão foi reafirmada em várias ocasiões, especialmente após o Levante de Soweto em 1976.
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A exclusão não se baseou apenas na moralidade interna, mas também nas violações diretas das leis esportivas. As legislações do apartheid proibiam a formação de times multirraciais, impedindo a convivência de atletas de diferentes etnias em clubes e seleções. A entrada de equipes internacionais ao país também tinha restrições, exigindo que fossem compostas exclusivamente por atletas brancos.
Essas imposições entravam em conflito com as regras básicas de neutralidade da Fifa e do Comitê Olímpico Internacional. A África do Sul foi readmitida no futebol internacional apenas em 1992, quando as condições do apartheid começaram a ser revertidas.