Projeção de reajuste para R$ 1.621 impactará gastos com benefícios previdenciários e assistenciais
O salário mínimo de R$ 1.621 em 2026, com aumento de R$ 103, elevará as despesas do governo central em aproximadamente R$ 44 bilhões, impactando benefícios sociais.
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
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O governo central se prepara para um aumento significativo em suas despesas a partir de 2026, impulsionado pela projeção do novo salário mínimo. Estima-se que o valor passará para R$ 1.621, representando um acréscimo de R$ 103 em comparação com o montante pago em 2025.
Esse reajuste, se confirmado, adicionará aproximadamente R$ 44 bilhões aos gastos da União no próximo ano.
A cada R$ 1 de aumento no salário mínimo, as despesas governamentais são elevadas em cerca de R$ 429,3 milhões em 2026, conforme cálculos da equipe econômica. Essa estimativa crucial está detalhada na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), já aprovada pelo Congresso Nacional no início de dezembro. O impacto de um reajuste de R$ 103, portanto, totaliza R$ 44,2 bilhões em obrigações financeiras.
Impacto nos Benefícios Sociais e Previdenciários
O principal motor desse aumento nas despesas reside na vinculação de diversos benefícios ao salário mínimo. Pagamentos previdenciários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), seguro-desemprego e abono salarial estão diretamente atrelados ao piso nacional, o que significa que seus valores serão automaticamente reajustados.
A legislação garante que nenhum desses benefícios pode ser inferior ao salário mínimo, solidificando o impacto fiscal do reajuste.
O Ministério do Planejamento e Orçamento confirmou o reajuste de aproximadamente 6,8% no cálculo do salário mínimo. Esta confirmação veio após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de novembro, que registrou um avanço de 4,18% acumulado em 12 meses.
O INPC é um dos dois indicadores-chave utilizados para determinar o novo valor.
O cálculo do salário mínimo leva em conta não apenas o INPC acumulado até novembro do ano anterior, mas também o crescimento da economia de dois anos anteriores. Para o ano de 2026, o Produto Interno Bruto (PIB) de 2024, que registrou um crescimento de 3,4%, foi o parâmetro econômico considerado.
Contudo, é importante notar que o arcabouço fiscal estabelece um limite para o ganho real acima da inflação, que deve se manter em um intervalo de 0,6% a 2,5%.
Embora os parâmetros econômicos iniciais da LDO previssem um salário mínimo ligeiramente superior, de R$ 1.627, o valor final divulgado nesta quarta-feira (10) ficou em R$ 1.621. O novo salário mínimo entrará em vigor a partir de janeiro de 2026, com os trabalhadores recebendo o valor atualizado em seus pagamentos de fevereiro.