O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que Israel e Irã voltarão a ser “aliados leais” caso os protestos que se alastram pelo território iraniano há duas semanas consigam derrubar o regime dos aiatolás. Netanyahu destacou que permanece atento ao desenrolar dos protestos e que “o povo de Israel, e o mundo inteiro, estão assombrados pelo tremendo heroísmo dos cidadãos iranianos”.
Além disso, o premiê israelense destacou que “Israel apoia sua luta por liberdade e condena energicamente os massacres em massa de civis inocentes”. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, alertou que, em caso de um ataque americano contra o Irã, “tanto os territórios ocupados (Israel) quanto todos os centros militares, bases e navios” dos Estados Unidos e de Israel na região “serão alvos legítimos”.
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A ONG Iran Human Rights elevou para ao menos 192 o número de mortos pela repressão aos protestos no Irã. O Exército de Israel indicou que também está monitorando as manifestações massivas no Irã, classificando-as como um “assunto interno iraniano”, e declarou estar preparado para se defender e para “responder com força”, caso seja necessário.
Israel e Irã se enfrentaram em junho de 2025 na chamada “Guerra dos Doze Dias”, que eclodiu após o Exército israelense bombardear o país persa, desencadeando ataques cruzados com mísseis balísticos e drones.