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Mulher utiliza pedido de lanche para denunciar agressão em Campo Grande

Em um caso inusitado, uma mulher Em Campo Grande simulou um pedido de lanche para denunciar um episódio de violência doméstica. A Guarda Civil Metropolitana foi acionada e conseguiu atender a ocorrência rapidamente.
Patrulha Maria da Penha. (Foto: Divulgação, GCM)
Patrulha Maria da Penha. (Foto: Divulgação, GCM)

Na última sexta-feira (8), uma mulher residente no bairro Jardim Columbia, Em Campo Grande, fez um contato inusitado com a Guarda Civil Metropolitana (GCM) ao ligar para o número 153 e perguntar se a entrega de um lanche demoraria. Por trás da pergunta aparentemente casual, estava um pedido de socorro. O guarda que atendeu a ligação percebeu a urgência na voz da mulher e imediatamente começou a agir.

O Subcomandante da GCM, Alexandre Pedroso, informou que é possível rastrear a localização da chamada, permitindo que a equipe identificasse que a mulher tinha uma medida protetiva em vigor. Com essa informação, viaturas foram enviadas rapidamente para o local indicado, onde vizinhos relataram terem ouvido gritos de socorro provenientes da residência.

Ao chegarem ao endereço, os agentes encontraram a mulher acompanhada de três crianças. Ela informou que o agressor havia descumprido a medida protetiva e já havia se evadido do local. Diante da situação, os guardas realizaram buscas nas imediações, mas não conseguiram localizar o homem.

Após a abordagem, a vítima foi atendida e encaminhada à delegacia para formalizar a denúncia. O Subcomandante da GCM destacou a importância da capacitação de mais de 40 servidores para atender casos de violência doméstica, enfatizando que situações como essa podem ser reportadas pelo número de emergência 153.

Em Campo Grande, a Casa da Mulher Brasileira, localizada na Rua Brasília, s/n, no Jardim Imá, oferece atendimento 24 horas por dia, incluindo fins de semana. O local conta com diversos serviços, como a Defensoria Pública, o Ministério Público, e a Vara Judicial de Medidas Protetivas, além de suporte social e psicológico.

Para outros canais de ajuda, a Central de Atendimento à Mulher disponibiliza o número 180, que garante anonimato, enquanto o 190 é destinado a emergências. As ligações para o 180 são atendidas 24 horas por dia e têm o objetivo de acolher, orientar e encaminhar as vítimas para serviços de apoio no Brasil.