O Ministério Público da Argentina pediu à Justiça federal que solicite aos Estados Unidos a extradição do ditador Nicolás Maduro para que ele seja julgado no país por crimes contra a humanidade atribuídos ao período em que estava comandando o regime venezuelano. O pedido foi apresentado pelo promotor Carlos Stornelli em um documento encaminhado ao juiz Sebastián Ramos.
O promotor citou a recente detenção de Maduro pelas autoridades americanas e destacou que há contra ele uma ordem de prisão vigente na Argentina e convocação para prestar depoimento no processo ativo no país. O pedido ocorre dois dias após a operação conduzida pelos Estados Unidos que resultou na captura de Maduro na Venezuela.
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A ação judicial contra Maduro na Argentina teve início em 2023, a partir de uma denúncia apresentada pelo Fórum Argentino para a Defensa da Democracia. O processo se baseia no princípio da jurisdição universal, que permite a um país julgar crimes graves contra os direitos humanos independentemente do local onde foram cometidos ou da nacionalidade das vítimas e dos acusados.
Em setembro de 2024, o juiz Sebastián Ramos determinou a prisão de Maduro, do ministro do Interior venezuelano Diosdado Cabello e de outros integrantes do alto escalão do regime chavista. a cúpula do regime venezuelano teria executado um plano sistemático, prolongado e organizado contra a população civil, envolvendo práticas de perseguição, sequestro, tortura e assassinato.