O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que os contribuintes brasileiros poderão deixar de realizar a declaração anual do Imposto de Renda em um período de dois a três anos, graças à automatização dos sistemas da Receita Federal. A declaração foi feita em uma entrevista à Rádio CBN nesta segunda-feira (1º) e se alinha a uma proposta que vem sendo debatida pelo governo federal desde o início do ano.
Durigan destacou que a intenção é reduzir gradualmente a necessidade de que os cidadãos preencham manualmente as informações do Imposto de Renda. Ele ressaltou que, com a maioria das obrigações já sendo informadas à Receita no dia a dia, não faz sentido exigir que os contribuintes interrompam suas atividades para prestar informações que, em muitos casos, já estão disponíveis para a Receita. "No ano que vem, quero aumentar essa desobrigação, esse alívio para as pessoas, e espero que em dois ou três anos todo mundo fique sem a necessidade de fazer a declaração do Imposto de Renda", afirmou.
A nova proposta do governo, que integra o plano de modernização da Receita Federal, visa a criação de um sistema que reúna automaticamente os dados financeiros informados por bancos, empresas, planos de saúde, corretoras e outras instituições. Nesse novo modelo, o contribuinte não precisaria preencher a declaração do zero, apenas revisar e validar as informações apresentadas pelo sistema, semelhante ao que já acontece na modalidade de declaração pré-preenchida, que vem sendo ampliada nos últimos anos.
Em março, Durigan já havia solicitado à Receita Federal a informatização do sistema do Imposto de Renda, com o objetivo de acabar com a obrigatoriedade da declaração anual. A intenção é expandir gradualmente esse modelo até que o envio manual das informações deixe de ser necessário.
A implementação dessa proposta pode representar uma mudança significativa na relação dos brasileiros com a Receita Federal, facilitando o processo de declaração de impostos e, possivelmente, reduzindo a carga burocrática enfrentada pelos contribuintes. A expectativa é que as novas diretrizes tragam um avanço na eficiência do sistema tributário nacional e promovam maior comodidade para os cidadãos.
