A Cúpula do Mercosul, marcada para o próximo sábado, era considerada o “Dia D” para destravar o acordo comercial do bloco com a União Europeia. No entanto, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, informou que a assinatura do acordo seria adiada para janeiro.
O governo brasileiro pressionava pela assinatura do acordo, enquanto a França e a Itália pressionavam o parlamento da União Europeia para proteger os produtos agrícolas. As negociações entre o Mercosul e a União Europeia começaram em 1999 e foram interrompidas em 2004, sendo retomadas em 2010.
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Em junho de 2019, houve a primeira assinatura do acordo, mas o processo foi atrasado devido aos incêndios florestais e à pandemia. O acordo pode trazer ganhos para o agronegócio, com aumento de produção e emprego em quase todos os setores.
Além disso, o acordo pode baratear tratamentos e modernizar o sistema de saúde brasileiro, além de facilitar o acesso de fabricantes brasileiros a componentes europeus de ponta. O especialista em comércio exterior Jackson Campos destaca que o grande trunfo da união entre os blocos está no aumento da oferta e da qualidade dos produtos.