ANUNCIE AQUI TOPO

Mercadante critica proposta de Flávio Bolsonaro sobre participação dos EUA em governo

Aluizio Mercadante, presidente do BNDES, considera inaceitável a sugestão do pré-candidato Flávio Bolsonaro de incluir os EUA na transição de governo, apontando riscos à soberania nacional.
flavio-bolsonaro_09-05-2026

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aluizio Mercadante, manifestou forte oposição à proposta do pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Liberal, Flávio Bolsonaro, que sugere a participação dos Estados Unidos no governo de transição caso vença as eleições. Mercadante classificou a ideia como "inaceitável" em virtude dos riscos à soberania nacional envolvidos.

Durante o lançamento de projetos voltados à recuperação da Mata Atlântica, Mercadante destacou a importância da proteção de informações estratégicas sobre a Margem Equatorial e os dados relacionados a terras raras. Ele mencionou sua experiência no grupo de transição do governo Bolsonaro para o governo Lula, onde teve acesso a informações sensíveis no Cenpes, centro de pesquisa da Petrobras. "Falo como quem fez parte do grupo de transição; são informações estratégicas", afirmou.

Mercadante exemplificou sua preocupação ao relatar que, em visita ao Cenpes, observou as reservas e o potencial da Margem Equatorial, além de informações sobre prioridades no Ministério da Defesa. Ele questionou como seria possível compartilhar essas informações com uma nação estrangeira, referindo-se a uma carta do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que convidou Flávio Bolsonaro a incluir os Estados Unidos no processo de transição.

"Como você pode oferecer para uma nação estrangeira que ela participe da transição e tenha acesso a essas informações?", indagou o presidente do BNDES, enfatizando a gravidade da situação. Mercadante também ressaltou que a proposta só se concretizaria se Flávio Bolsonaro vencesse a eleição, o que ele considera improvável.

A declaração de Mercadante reflete uma preocupação crescente entre líderes políticos sobre a segurança nacional e a proteção de informações estratégicas, especialmente em um contexto eleitoral em que a soberania do país está em discussão. Essa situação levanta questões sobre o papel das alianças internacionais e a transparência nas relações entre os países, especialmente em áreas sensíveis como a exploração de recursos naturais e a defesa nacional.