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Mato Grosso do Sul registra mais de R$ 400 milhões em emendas parlamentares

A bancada federal de Mato Grosso do Sul empenhou R$ 417,07 milhões em emendas em 2023, com 74,6% já pagos até 3 de agosto, data que marca restrições eleitorais.
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A bancada federal de Mato Grosso do Sul no Congresso Nacional empenhou, em 2023, um total de R$ 417,07 milhões em emendas parlamentares. Até o dia 3 de agosto, que assinala o início das restrições eleitorais, 74,6% desse montante, equivalente a R$ 311,27 milhões, foram efetivamente pagos. Esta quantia faz parte de um pacote recorde de R$ 33,89 bilhões que a União movimentou neste ano para todos os parlamentares do Brasil.

Os recursos foram distribuídos entre os 11 representantes do Estado no Congresso Nacional, sendo três senadores e oito deputados federais. A ACELERAÇÃO na execução das emendas individuais e de bancada se deu em função da proximidade do período em que a legislação eleitoral limita as transferências voluntárias do governo federal.

No que diz respeito aos valores empenhados, a senadora Soraya Thronicke (PSB) é quem lidera a bancada sul-mato-grossense, com R$ 67,43 milhões. Em seguida, o senador Nelsinho Trad (PSD) aparece com R$ 67,35 milhões. Os deputados federais também se destacam, com Rodolfo Nogueira (PL) recebendo R$ 38,91 milhões, Dagoberto Nogueira (PP) com R$ 38,65 milhões, e Beto Pereira (Republicanos) com R$ 36,14 milhões.

Os demais deputados federais incluem Dr. Luiz Ovando (PP), que tem R$ 35,70 milhões empenhados, seguido por Marcos Pollon (PL) com R$ 32,59 milhões, Geraldo Resende (União Brasil) com R$ 28,48 milhões e Camila Jara (PT) com R$ 27,36 milhões. A senadora Tereza Cristina (PP) possui R$ 23,66 milhões, enquanto o deputado Vander Loubet (PT) é o que menos tem emendas empenhadas, com R$ 20,75 milhões.

A antecipação dos repasses é um reflexo da obrigatoriedade de execução das emendas e da aproximação do período em que a legislação eleitoral impõe restrições às transferências voluntárias do governo federal. O pagamento das emendas ocorre após a comprovação de que os serviços estão sendo realizados, um processo que envolve a liquidação das despesas e a liberação dos recursos, que são então disponibilizados para os municípios ou estados beneficiados.

A diferença entre os valores empenhados e os efetivamente pagos é comum, uma vez que o empenho representa o total reservado no Orçamento, enquanto o pagamento se refere ao dinheiro que já está disponível para quitação de serviços ou obras. Essa distinção é importante para a compreensão do andamento das obras e das burocracias que podem atrasar a liberação dos recursos.