O deputado federal Marcos Pollon, do PL, denunciou que está sendo alvo de perseguição no Conselho de Ética, atribuindo essa situação ao apoio que recebeu de Jair Bolsonaro. Segundo Pollon, a carta de apoio do ex-presidente é o principal motivo por trás das ações contra ele, que considera uma forma de retaliação. "É evidente que tem uma perseguição pessoal do modo que foi conduzido. É, sim, perseguição por eu ser o único indicado por carta pessoalmente pelo presidente Bolsonaro. O sistema não quer esse perfil de senador", destacou o parlamentar.
Recentemente, o Conselho de Ética decidiu pela suspensão temporária de dois meses do mandato de Pollon. O deputado enfrenta representações relacionadas à sua atuação na Mesa Diretora e também por manifestações ocorridas em Mato Grosso do Sul. Ele argumentou que a suspensão está ligada a um discurso que fez cobrando a pauta da anistia, ressaltando que esse tipo de ação é um ataque às prerrogativas dos deputados federais e às instituições.
Pollon enfatizou que as medidas que estão sendo tomadas contra ele têm um caráter pessoal e não são apenas um ataque ao indivíduo, mas sim uma afronta à liberdade de expressão dos parlamentares. Ele invocou o artigo 53 da Constituição Federal, que garante o direito do parlamentar de expressar suas opiniões. "Um processo nitidamente com cunho persecutório, pessoal e com viés de vingança", afirmou.
O deputado também criticou a condução das sessões no Conselho, mencionando a duração excessiva das reuniões, que chegam a ultrapassar nove horas sem intervalos. Ele considerou essa prática inadequada e que não respeita as condições físicas dos parlamentares.
Apesar da suspensão, Pollon informou que pretende recorrer da decisão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. Ele acredita que a decisão será arquivada, uma vez que considera que não se trata de uma punição justa. "É uma decisão que enfraquece as prerrogativas dos parlamentares", avaliou.
O deputado Nikolas Ferreira, que também é membro da CCJ, manifestou apoio a Pollon e se comprometeu a ajudá-lo no processo, uma vez que discorda da decisão do Conselho de Ética.
