Na manhã de sexta-feira, dia 10, o Exército efetuou a prisão de três militares vinculados ao núcleo 4 da trama golpista. Este grupo, que conta COM sete integrantes condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), é acusado de disseminar informações falsas nas redes sociais e de atacar a Justiça Eleitoral, visando viabilizar um golpe de Estado.
Os detidos foram o major da reserva Ângelo Denicoli, que recebeu uma pena de 17 anos, o subtenente Giancarlo Rodrigues, condenado a 14 anos, e o tenente-coronel Guilherme Almeida, que enfrenta uma pena de 13 anos e 6 meses. As prisões ocorreram após o STF ter declarado o trânsito em julgado das condenações, o que impossibilitou novos recursos e levou o ministro Alexandre de Moraes a ordenar o cumprimento imediato das penas.
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Além dos três militares, outros quatro réus já haviam sido condenados em 21 de outubro do ano anterior. Entre eles estão o coronel Reginaldo Abreu, que está foragido nos Estados Unidos, o agente da Polícia Federal Marcelo Bormevet, o ex-major Ailton Moraes Barros e o presidente do Instituto Voto Legal, Carlos César Moretzsohn Rocha, que se encontra foragido no Reino Unido.
Em 24 de março, a Primeira Turma do STF rejeitou de forma unânime os apelos da defesa dos sete réus, afirmando que ficou evidenciado que o grupo criou e propagou notícias falsas acerca das urnas eletrônicas e do Poder Judiciário, COM o objetivo de provocar instabilidade política.
Além das penas de prisão, os condenados perderão seus cargos públicos e estarão inelegíveis por um período de oito anos, conforme estabelecido pela Lei da Ficha Limpa. Os réus foram sentenciados por crimes que incluem organização criminosa armada, golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático.