A mãe de Riquelme Asaphe Gonçalves do Nascimento, de apenas 5 anos, compartilhou sua dor após a trágica perda do filho, que foi atropelado por uma carreta na Rua Castorina Rodrigues, no Bairro Jardim das Meninas, em Campo Grande. A ocorrência se deu na noite de terça-feira (12) enquanto a criança brincava com outras crianças. Even Yndiane Gonçalves Escobar, mãe de Riquelme, relatou que estava bastante abalada pela perda e recordou que, apesar de o menino morar com o pai e o irmão mais novo, ele frequentemente pedia para visitá-la.
"É uma dor que não desejo a ninguém. Eu morava perto, minha mãe também. Ele sempre pedia para vir na minha casa e que queria morar comigo", contou Even, que também se manifestou sobre as versões que circulam a respeito do acidente. Ela enfatizou que a criança era muito pequena para tentar se pendurar em um caminhão como o que a atropelou, questionando: "Como uma criança de 5 anos vai se pendurar em um caminhão daquele tamanho?".
Além disso, a mãe afirmou que Riquelme não estava sozinho no momento do acidente. Ele brincava com outros meninos, incluindo o irmão mais novo e um primo. "Era um dia comum depois de um dia de aula. Ele estava brincando com os amiguinhos. Podia ser qualquer criança", destacou.
A Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) registrou um boletim de ocorrência que relata a versão de testemunhas. Elas afirmaram que várias crianças correram em direção à carreta em uma tentativa de "pegar rabeira", uma prática comum na região. Riquelme teria tentado se segurar no caminhão enquanto o veículo fazia a conversão da Rua Jacuaruna para a Rua Castorina Rodrigues.
Uma vizinha de 58 anos confirmou à polícia que viu a criança correndo em direção ao caminhão antes do acidente. Outro menino, de 8 anos, também testemunhou e confirmou que Riquelme tentou se agarrar à carreta. De acordo com o relato do motorista, ele trafegava em baixa velocidade e não percebeu as crianças, pois estavam escondidas próximo ao mato na esquina. O motorista, que reside na região há mais de 30 anos, afirmou que já tinha alertado responsáveis sobre o perigo da prática.
Moradores do bairro mencionaram que o caminhoneiro é conhecido na área e que ele costuma passar devagar pelo cruzamento. Após o acidente, imagens mostraram a intensa movimentação de viaturas e a reunião de moradores no local. Equipes da Polícia Científica, Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros compareceram ao local. O médico da Unidade de Resgate e Serviço Avançado (URSA) atestou a morte da criança antes de sua chegada ao hospital.
