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Lula reage a rejeição de Messias ao STF e identifica traições no Senado

Após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF, Lula e aliados se reúnem para traçar planos e apontam traições dentro do Senado, especialmente entre MDB e PSD.
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A derrota na votação do Senado referente à indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF), ocorrida na noite de quarta-feira (29), gerou um clima de frustração no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com a rejeição do nome de Messias, o governo iniciou um mapeamento das supostas traições que influenciaram o resultado e já se prepara para uma reação.

Imediatamente após a confirmação da derrota, Lula e seus aliados se reuniram no Palácio da Alvorada, em Brasília, para discutir os próximos passos. Jorge Messias, que também esteve presente, participou da reunião a portas fechadas. Fontes próximas ao presidente revelam que foram identificadas dissidências dentro das bancadas do MDB e do PSD, em uma articulação que teria sido liderada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Além de Alcolumbre, a articulação contrária à indicação de Messias também teria contado com a participação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), que já havia defendido seu nome para a vaga no STF. Informações indicam que um jantar na residência oficial de Pacheco, realizado na noite anterior à votação, consolidou o entendimento para barrar a indicação.

Antes da votação, o governo tinha expectativas otimistas em relação à aprovação de Messias, acreditando que conseguiria cerca de 45 votos a favor, superando a quantidade necessária. No entanto, o resultado foi adverso, com 42 votos contrários e 34 favoráveis, em uma votação secreta.

As suspeitas de Lula em relação à derrota recaem especialmente sobre senadores do MDB e do PSD. Entre os nomes que, segundo as informações, teriam contribuído para o insucesso, estão os senadores Renan Calheiros (MDB-AL) e seu filho, Renan Filho, que já ocupou a pasta dos Transportes.

Apesar da insatisfação com a rejeição, Lula deve adotar uma postura cautelosa nas reações imediatas. Entretanto, integrantes do governo já apostam em uma possível reestruturação política, que pode incluir exonerações de indivíduos próximos a Alcolumbre. Entre os possíveis alvos estão os ministros Waldez Góes, responsável pela Integração e Desenvolvimento Regional, e Frederico Siqueira, das Comunicações.